24 de Julho de 2019

CULTURA Domingo, 07 de Julho de 2019, 06h:58 - A | A

Novidade

Conheça a Revista Pixé

Luiz Ernesto Barreto

Revista pixé

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A revista literária (e não só) Pixé idealizada pelo advogado e escritor Eduardo Mahon, em publicação virtual mensal reúne textos em prosa ou poesia de 21 autores (11 mulheres e 10 homens) mato-grossenses. O projeto gráfico e diagramação é de Roseli Mendes Carnaíba.

Ao longo de suas páginas, literatura e artes plásticas se confluem.  A ideia é que a cada edição um artista diferente seja homenageado.

E a música também tem seu curso que deságua, ao mesmo tempo que é engolido, pelo caudaloso conteúdo artístico da revista. 

Este estilo inventivo e híbrido garante à revista uma estética vanguardista, o que comunga com as intenções de seu idealizador quando pensou na proposta de um periódico literário contemporâneo.

O escritor e advogado Eduardo Mahon é o idealizar do periódico virtual
“Não vamos fazer uma revista literária tradicional. Texto, texto, texto… Não! Vamos fazer uma revista literária profundamente artística, com apelo massificadamente imagético, simbólico”, explica Mahon.

Há também que se ressaltar a diversidade. Além da divisão entre gêneros, é digno de destaque a variedade de idades, a pluralidade do conteúdo e a riqueza literária de uma publicação mensal restrita a autores mato-grossenses (nascidos aqui ou residentes).

Para se ter uma ideia do peso deste time basta lembrar que sete ocupam cadeiras na Academia Mato-grossense de Letras (AML): Marília Beatriz de Figueiredo Leite, Lucinda Persona, Cristina Campos, Marta Cocco, Eduardo Mahon, Lorenzo Falcão e Aclyse de Mattos.

E além dos imortais, jovens com uma vida inteira pela frente provam que a literatura contemporânea mato-grossense está mais viva e rejuvenescida do que nunca. Nomes como Stéfanie Sande, Matheus Guménin Barreto, Lívia Bertges, Lucas Rodrigues, Rodrigo Meloni e Helene Werneck exemplificam esta ideia.

Como bem observou Lorenzo Falcão, em seu também imortal Tyrannus Melancholicus, são 66 anos de diferença entre a autora mais velha e a mais jovem. Portanto, independentemente do prestígio ou das glórias alcançadas por alguns dos colaboradores, Mahon roga no editorial: “Deus livre os escritores da canonização”, afinal “o que a literatura mais precisa não são de pódios de chegada, mas de linhas de partida”, complementa.

LITERATURA NO ESPAÇO VIRTUAL

Mahon explica que a ideia para criação da Pixé partiu da percepção no que diz respeito à tradição mato-grossense de periódicos, inclusive citou uma série deles, como ‘Violeta’ (segunda revista literária feminina do Brasil); ‘Revista Vôte!’; ‘A Fagulha’; ‘Estação Leitura’; ‘Dazibao’… “A gente consegue provar facilmente o nascimento de gerações literárias com base em periódicos de Mato Grosso”, argumenta.

 

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