24 de Julho de 2019

CULTURA Quinta-feira, 13 de Junho de 2019, 18h:55 - A | A

PRATA DA CASA

Professor de Cuiabá vence Prêmio Sesc de Literatura

Maria Clara Cabral - O Livre

Rua Antiga

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O escritor de Cuiabá Felipe Holloway é o vencedor do Prêmio Sesc de Literatura 2019 na categoria romance. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (12) e a obra premiada, “O legado de nossa miséria”, será publicado pela editora Record. O escritor deverá também circular pelas programações literárias do Sesc no país.

O Prêmio Sesc de Literatura reconhece e incentiva novos autores brasileiros há 16 anos. Desde então, já recebeu mais de 13 mil obras, premiando 29 autores de todas as regiões do país. Este ano, a edição bateu recordes: foram inscritos no prêmio 1.043 romances e 926 livros de contos.

João Gabriel Paulsen, de Juiz de Fora (MG), venceu a categoria conto com a coletânea “O doce e o amargo”. Felipe Holloway é o primeiro a trazer o prêmio a Mato Grosso.

O escritor

Felipe Holloway nasceu em Canindé (CE) e vive em Cuiabá como professor de Língua Portuguesa da rede estadual de ensino. Formado em Letras pela Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), o escritor é mestrando em Estudos Literários pela mesma instituição.

“Um escritor que vacila entre o amor e o humor, entre ser romântico e engraçado, e que tem uma extraordinária capacidade de confundir os sentimentos de quem o lê – a gente acaba não sabendo se que chorar ou se quer rir, se quer ficar um pouco triste ou um pouco feliz com as coisas incríveis que ele escreve”, definiram os amigos do sebo Rua Antiga.

Nas redes sociais, Felipe agradeceu a todas as pessoas que passaram em sua vida e que, de alguma forma, contribuíram para a realização desse sonho, que já vinha tentando alcançar desde 2015, quando foi pré-selecionado no prêmio que acaba de vencer com o romance “Spoiler”.

“É o maior dos clichês afirmar isso (embora os clichês só se tornem clichês pela quantidade de vezes em que referenciaram a realidade), mas a verdade é que essa conquista remete a cada um de vocês. Eu nunca fui uma ilha, e nunca vou ser”, finalizou o escritor em sua rede social.

O livro

Em “O legado de nossa miséria”, um crítico de literatura e professor universitário é convidado para um evento sobre Jornalismo Literário numa fictícia cidade do interior de Minas Gerais, onde conhece pessoalmente um famoso escritor cuja obra sempre havia admirado.

“No evento, os personagens rememoram suas respectivas carreiras – uma trajetória em que a paixão pela arte foi muitas vezes empregada como atenuante para condutas imorais, e na qual os fracassos éticos e estéticos se alternam”, diz a sinopse.

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