24 de Julho de 2019

POLÍTICA Domingo, 16 de Junho de 2019, 12h:12 - A | A

Com a ascensão da extrema direita, PSL projeta filiar 10 prefeitos e 50 vereadores

Mikhail Favalessa - RD News

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O  PSL se organiza para buscar o maior número possível de prefeituras e de cadeiras nas câmaras municipais em 2020. Para isso, antes mesmo do futuro pleito, o partido projeta receber 10 prefeitos e mais de 50 vereadores nas janelas para filiação que se encerram em abril do próximo ano, seis meses antes da votação.

Além de uma provável candidatura própria em Cuiabá, a sigla se organiza para lançar candidatos nos principais polos do Estado. “Se possível nos 141 municípios”, projetou o presidente do diretório estadual, deputado Nelson Barbudo (PSL) ao .

Com a maior bancada no Congresso, o diretório nacional do PSL tem tido direito a R$ 8,3 milhões por mês do Fundo Partidário, com previsão para o recebimento de R$ 115 milhões em 2019, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

No caso de Mato Grosso, a falta de regularização dos diretórios estadual e municipais ainda impede o recebimento de repasses. Liderado por Barbudo, o partido vem criando comissões provisórias em diversos municípios. A expectativa é que com a situação regularizada também possam vir recursos do fundo para ajudar na estruturação da sigla no Estado.

Entre os prefeitos já filiados e filiações em andamento, o PSL tem o prefeito de Campo Novo do Parecis Rafael Machado, o prefeito de Tapurah Iraldo Ebertz, o prefeito de Sapezal Valcir Casagrande, e também o prefeito de Tangará da Serra Fábio Junqueira.

“Campo Verde é uma cidade em que tive apoio maciço da população, é uma cidade que eu tenho um assessor lá e nós estamos trabalhando bastante... Campo Novo também, Sapezal, Tapurah... Eu acho que uns 10 ou 11 prefeitos devem vir agora na janela”, disse Barbudo.

O projeto é de lançar candidatos em Cuiabá, Várzea Grande, Primavera do Leste, Campo Verde, Sinop, Rondonópolis, Sorriso, Nova Mutum, Lucas do Rio Verde, Alta Floresta, por exemplo.

Entre os possíveis candidatos, o deputado federal revelou que Claudinei de Souza Lopes, o delegado Claudinei (PSL), tem preferência dos correligionários para disputar a Prefeitura de Rondonópolis, o segundo maior colégio, com 151 mil eleitores. O presidente estadual do PSL pondera que ainda não conversou pessoalmente sobre o assunto com Claudinei. “Isso é o que eu ouvi dentro do partido”, contou.

Em Cuiabá, se desenha uma disputa pela candidatura dentro do PSL. O ex-deputado federal Victório Galli, que foi presidente da sigla até o início deste ano, tem projeto pessoal para a disputa. A viabilidade de seu nome vem sendo contestada depois da derrota em 2018, quando ele obteve 52.947 mil votos em todo o Estado, mas não foi eleito.

“Tem uma conversa que o Victório Galli, desde começo, que ele queria ser candidato a prefeito. Eu e a doutora Selma (Arruda, senadora), que é nossa vice, dissemos o seguinte: se você, quando chegar no tempo, estiver bem, se a pesquisa te apontar, não tem nada a ver, o senhor vai ser candidato. Agora, nós só não aceitamos se quando chegar o tempo das convenções e estiver com 2 ou 3 pontos na pesquisa, aí não tem condições. Mas, eu particularmente, não tenho nada contra a candidatura do Victório Galli, desde que ela seja competitiva”, avaliou Barbudo.

O deputado adiantou que já existem conversas com outros “grandes nomes” da Capital, incluindo empresários interessados em se filiar ao partido e, possivelmente, disputar a prefeitura.

Atualmente, o comando na legenda em Cuiabá é do vereador Wilson Kero Kero, que é próximo ao grupo do prefeito Emanuel Pinheiro (MDB). Uma aproximação do PSL com o emedebista passaria por acordo com a direção estadual.

“O Kero Kero sozinho não decide, porque tem uma normativa no PSL que candidatos a prefeito da Capital, de Várzea Grande, e cidades polo de Mato Grosso, vai passar pelo crivo da executiva estadual”, indicou o deputado.

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