O deputado estadual Max Russi (PSB) criticou o impasse quanto ao início das obras do BRT (ônibus de trânsito rápido) como modal de transporte na Capital. O projeto não começou por conta de ações judiciais do prefeito de Cuiabá, Emanuel Pinheiro (MDB).
Após uma série de derrotas na Justiça, Emanuel acionou o Tribunal de Contas da União (TCU) e conseguiu travar o início das obras. Ele defende a implantação do VLT (Veículo Leve sobre Trilhos), projeto envolvido em uma série de denúncias de corrupção.
Para Max, é preciso dar fim ao problema e inciar as obras do modal.
“Infelizmente, gastamos um recurso de R$ 1 bilhão, que foram jogados fora. Pagamos o financiamento para nada e precisa ser dada uma solução, precisa acabar essa novela”, afirmou à rádio Capital FM.
O deputado disse que hoje a implantação do VLT é impossível e que é preciso dar início as obras do BRT o quanto antes.
Max também lamentou a situação de Várzea Grande, que, segundo ele, ainda segue com sua paisagem prejudicada pelos resquícios de trilhos abandonados no meio da cidade.
“Queria que fosse o VLT, mas hoje não existe possibilidade. Hoje já existe esse entendimento, o Governo está trabalhando para o BRT", afirmou.
"Gostaria que fosse executado uma obra que desse melhora no transporte público da nossa Capital, que precisa melhorar”, completou.
Obra barrada
O Tribunal de Contas da União (TCU) concedeu uma cautelar barrando as obras do ônibus de trânsito rápido na Capital e em Várzea Grande após uma intervenção do prefeito Emanuel Pinheiro.
Mauro Mendes (UB) criticou a decisão e afirmou que o impasse faz com que as “pessoas continuem morrendo na Avenida da FEB”.
A fala do governador se refere a uma das principais avenidas de Várzea Grande, onde o canteiro central foi “rasgado” para instalação dos trilhos do VLT encontra-se abandonado há mais de 10 anos e tem registrado inúmeros acidentes