A concessão da rodovia estadual que liga Campo Novo dos Parecis a Nova Mutum para a cobrança de pedágio ao consórcio Rota da Produção, formada pelo empresário que é sócio do filho do governador Mauro Mendes (União), vai gerar receita de R$ 6 bilhões ao consórcio.
O empresário Cláudio Zopone, sócio do filho do governador Mauro Mendes (União), Luis Antônio Taveira Mendes, arrematou o lote 2, o maior lote do pacote de concessão de rodovias estaduais durante o leilão realizado na última sexta-feira (14.03) na B3, bolsa de valores sediada em São Paulo.
O Consórcio Rota da Produção, formado pela empresa Zopone e pela Constral, arrematou o Lote 2, que inclui 418 km de rodovias em Mato Grosso. O consórcio cobrará uma tarifa de pedágio de R$ 10,49.
Claudio Zopone é sócio da empresa Transmissora Acre S.A., que também pertence ao filho do governador. A empresa em que Zopone e o filho de Mauro são sócios venceu um leilão da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) para a construção de um linhão de energia entre Feijó e Cruzeiro do Sul, no estado do Acre.
Estudos técnicos feitos pelo Governo para atrair as empresas ao leilão das rodovias mostram que a receita da futura concessionária será de R$ 6.900.995.755,92 nos próximos 30 anos nas seis praças de pedágio que serão instaladas.
Ao todo, a Rota da Produção deverá operar um trecho de 418 km de extensão em Campo Novo dos Parecis, Diamantino, Nova Marilândia, Nova Mutum, Santo Afonso, São José do Rio Claro e Tangará da Serra.
O trecho concedido faz a ligação entre as cidades de Nova Mutum e Campo Novo do Parecis, através das rodovias MT-249 e MT-235. Também considera a integralidade da rodovia MT-480, partindo de Tangará da Serra até a interseção com a MT-235, além da MT-010, do km 202 até o km 301, em São José do Rio Claro.
De acordo com especialistas ouvidos pelo PNB Online, que pediram anonimato, o lote arrematado pela família Zopone, que montou consórcio com a construtora Constral, é um dos mais atrativos do leilão realizado pelo Governo. O trecho liga municípios de regiões altamente produtora, como Campo Novo dos Parecis e Nova Mutum a BR-163. A projeção de rentabilidade é ainda maior se considerada a construção da Ferrogrão.
Os estudos do Governo estimam que a concessionária terá que investir R$ 1,8 bilhão. Desse total, R$ 432 milhões devem ser aplicados na construção da rodovia, R$985 milhões na manutenção do projeto e R$ 238 milhões em ampliações e melhorias. O número de despesas, no entanto, pode ser menor do que o estimado, se levado em consideração que todo o trecho já está pavimentado.